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	<title>Arquivo de Artigos - A Gente Conta Fio</title>
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	<title>Arquivo de Artigos - A Gente Conta Fio</title>
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		<title>As fábricas que trabalham no escuro</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/as-fabricas-que-trabalham-no-escuro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Sep 2026 20:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A automação vai dominar a indústria gráfica brasileira?Há fábricas no mundo que produzem um smartphone por segundo sem que uma única pessoa esteja no chão de produção. Literalmente sem luz acesa, afinal quem enxerga ali são câmeras e sensores infravermelhos, não olhos humanos.São as chamadas dark factories, e a pergunta que interessa a quem vive [&#8230;]</p>
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<p>A automação vai dominar a indústria gráfica brasileira?<br>Há fábricas no mundo que produzem um smartphone por segundo sem que uma única pessoa esteja no chão de produção. Literalmente sem luz acesa, afinal quem enxerga ali são câmeras e sensores infravermelhos, não olhos humanos.<br>São as chamadas dark factories, e a pergunta que interessa a quem vive de impressão é direta: essa realidade está chegando por aqui?</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que é uma dark factory?</h2>



<p>Dark factory, ou &#8220;lights-out manufacturing&#8221; em inglês, é o termo usado para fábricas que operam com produção 100% automatizada, dispensando iluminação porque robôs, sensores e sistemas de visão computacional conduzem todo o processo sozinhos.<br>O conceito, também descrito como automação &#8220;dark factory&#8221;, representa uma mudança estrutural na manufatura: a passagem de operações supervisionadas por pessoas para fluxos de trabalho inteiramente controlados por máquinas, funcionando 24 horas por dia, mesmo no escuro.<br>Mas não se engane, a maioria dessas fábricas depende de supervisão remota, manutenção periódica e intervenção humana especializada. Entramos na era da simbiose humano-máquina. Então, entende-se que a fábrica 100% sem presença humana ainda é, majoritariamente, um horizonte, não um padrão consolidado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Quem já apagou as luzes no mundo</h2>



<p>A pioneira é japonesa. A FANUC opera uma fábrica no escuro desde 2001, produzindo cerca de 50 robôs por dia, com a linha rodando sem supervisão humana por até 30 dias seguidos, ou seja, robôs fabricando outros robôs.<br>No entanto, a China escalou o conceito nos últimos anos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Xiaomi, em Pequim, opera um complexo de 718 mil m² com 700 robôs e 91% de automação na área de carroceria, entregando um sedã SU7 a cada 76 segundos; na mesma cidade, mantém uma linha de celulares sem iluminação capaz de despachar um aparelho por segundo.</li>



<li>Changan, em Chongqing, finaliza um carro a cada 60 segundos com mais de 2 mil robôs integrados por rede 5G própria.</li>



<li>Zeekr (grupo Geely) roda uma oficina de solda em Ningbo com mais de 800 robôs e capacidade para 300 mil carros por ano.</li>



<li>Philips mantém uma fábrica de lâminas de barbear com apenas nove funcionários supervisionando toda a produção automatizada.<br>O próximo capítulo dessa corrida são os robôs humanoides.<br>BMW e Hyundai (dona da Boston Dynamics) já testam unidades bípedes em linhas de montagem; a chinesa Xpeng iniciou a produção em série do humanoide Iron.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">E a indústria gráfica, fica de fora dessa revolução?</h2>



<p>É claro que não. Porém, contudo, todavia é um setor que está em outro estágio. Enquanto o setor automotivo e o de eletrônicos lideram a automação extrema, o ramo gráfico vive sua própria curva de robotização, puxada por paletização automática, picking robotizado e linhas produtivas com correção de processo em tempo real.<br>O mercado de robôs de embalagem no Brasil está em expansão consistente, acompanhando picking, empacotamento e paletização como as aplicações que mais crescem no país. Em paralelo, o mercado brasileiro de robótica como um todo saiu de US$ 1,3 bilhão em 2025 com projeção de alcançar US$ 4,9 bilhões até 2034. Um crescimento anual de cerca de 15%.<br>Isso significa que, embora nenhuma fábrica gráfica brasileira opere hoje no modelo &#8220;zero luz, zero gente&#8221;, o investimento em automação para processos repetitivos como inspeção de qualidade por visão computacional, setup automatizado, paletização robotizada já é uma realidade em várias gráficas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Por que o Brasil ainda não apagou as luzes</h2>



<p>O retrato nacional é de automação real, mas ainda distante do &#8220;dark factory&#8221; pleno. Alguns números explicam essa distância:<br>O Brasil somou menos de 2 mil robôs instalados em todos os seus setores fabris em 2022. É um volume que a China supera em poucos dias de instalações. Note a diferença.<br>A densidade brasileira de robôs por trabalhador segue muito abaixo da média mundial, que passou de 74 para 162 robôs a cada 10 mil operários entre 2016 e 2023, enquanto a Coreia do Sul já ultrapassa 1.200.<br>Mesmo assim, o país tem vitrines de automação avançada.<br>A planta da Stellantis em Goiana (PE) opera com 664 robôs distribuídos em 38 linhas, com 95% do processo de funilaria automatizado, mas segue plenamente iluminada e com milhares de trabalhadores ativos. É o retrato mais fiel do momento brasileiro: automação setorial forte, convivendo com presença humana relevante.<br>Três fatores freiam a chegada de fábricas totalmente escuras ao Brasil: o custo de capital elevado frente à mão de obra, a dependência de tecnologia importada (robótica, integração 5G, visão computacional) e uma escala de mercado interno que ainda não pressiona por automação extrema como nos polos exportadores asiáticos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que isso significa para quem imprime e embala no Brasil hoje</h2>



<p>A ideia que fica para o ramo gráfico nacional é que vai levar anos ou décadas para alguém pensar em colocar em operação uma gráfica “sem gente”.<br>Porém, não podemos negar, que a automação seletiva vai se intensificar nos próximos anos, especialmente em processos padronizados e de alto volume, como picking, paletização, controle de qualidade por câmera e ajuste automático de setup.<br>Quem atua no setor deve acompanhar de perto fornecedores de robótica que já mostram interesse ativo no mercado industrial brasileiro. É um bom momento para avaliar onde a automação seletiva já paga o investimento, mesmo sem apagar as luzes da fábrica inteira.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A automação vai eliminar empregos na indústria gráfica?</h2>



<p>Sim e não.<br>Neste momento, o impacto mais forte ressoa sobre postos repetitivos.<br>Por outro lado, aumenta a demanda por técnicos, engenheiros e outros profissionais especializados.<br>É o famoso valor intocável da mão de obra especializada.<br>Sim, haverá uma migração de perfil.<br>E quem conseguir entender essa dinâmica, imprimirá novos tempos.</p>
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		<title>Faço da minha vida de livros um poema sem fim!</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/faco-da-minha-vida-de-livros-um-poema-sem-fim/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 15:57:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>POR JOÃO SCORTECCI &#8211; escritor, editor, gráfico, livreiro, presidente do Grupo Editorial Scortecci e da Abigraf/SP A primeira feira do livro em São Paulo, realizada pela CBL &#8211; Câmara Brasileira do Livro, data de agosto de 1951. O objetivo da entidade &#8211; além de promover o livro e fomentar o mercado editorial e gráfico brasileiro [&#8230;]</p>
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<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>POR JOÃO SCORTECCI &#8211; escritor, editor, gráfico, livreiro, presidente do Grupo Editorial Scortecci e da Abigraf/SP</p>
</blockquote>



<p>A primeira feira do livro em São Paulo, realizada pela CBL &#8211; Câmara Brasileira do Livro, data de agosto de 1951. O objetivo da entidade &#8211; além de promover o livro e fomentar o mercado editorial e gráfico brasileiro &#8211; era introduzir, no país, a tradição europeia das feiras de livros realizadas na França, na Alemanha e na Itália.</p>



<p>Com o nome de &#8220;Feira Popular do Livro&#8221;, o evento aconteceu na Praça da República, região central da cidade de São Paulo. A experiência repetiu-se no ano de 1956, dessa vez no Viaduto do Chá, ponto ainda mais central da capital paulista e com maior fluxo de pedestres. Em 1961, em parceria com o Museu de Arte de São Paulo – que até 1968 funcionou na Rua 7 de Abril &#8211; foi promovida a primeira &#8220;Bienal Internacional do Livro e das Artes Gráficas&#8221;, evento que se repetiu em 1963 e 1965, com apoio de editoras, livrarias e gráficas.</p>



<p>Em 1970 &#8211; de 15 a 30 de agosto &#8211; a Câmara Brasileira do Livro promoveu e realizou, de forma oficial e independente, no Pavilhão do Parque do Ibirapuera, a 1ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, marco na história da entidade e do mercado editorial brasileiro.</p>



<p>Pesquisando sobre a participação da indústria gráfica nas bienais do livro de São Paulo, entre 1963 e 1965, o que descobri remete à informação que parte das grandes editoras brasileiras até 1970 eram também empresas gráficas. Em 1996, a Bienal do Livro de São Paulo, passou a ser realizada nos pavilhões do Expo Center Norte, zona norte da capital paulista.</p>



<p>O Ibirapuera havia ficado pequeno para abrigar o grande número de expositores e também o público leitor. Em 2002, a bienal deixou o espaço do Expo Center Norte e foi para o Centro de Exposições Imigrantes, onde foi realizada até 2004. A localização do Centro de Exposições Imigrantes e as dificuldades de acesso ao local foram razões para a mudança de endereço. A partir de 2006, a Bienal do Livro de São Paulo passou a ser realizada no Parque do Anhembi e lá permaneceu até 2018.</p>



<p>Em 2020, data do seu cinquentenário, por causa da pandemia da Covid-19, não pôde ser realizada.</p>



<p>A Câmara Brasileira do Livro, promotora do evento realizou, então, provisoriamente, a 1ª Bienal Internacional Virtual do Livro de São Paulo. Em 2022, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, voltou a ser presencial e mais uma vez, no Expo Center Norte e contou com público recorde, sendo considerada, até então, pelo público e profissionais do livro, como uma das melhores bienais de todos os tempos.</p>



<p>Em 2024 o evento retornou ao complexo do Anhembi (Distrito Anhembi, bairro de Santana, Zona Norte), espaço remodelado e climatizado. Participo das bienais do livro de São Paulo desde quando o evento ainda era realizado no Pavilhão do Parque do Ibirapuera. De lá pra cá foram 16 bienais. Uma história de livros! A Bienal Internacional do Livro de São Paulo é hoje o maior evento literário e cultura da América Latina e faz parte do calendário oficial da cidade.</p>
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		<title>Como as canetinhas reconfiguram a indústria gráfica brasileira e mundial</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/como-as-canetinhas-reconfiguram-a-industria-grafica-brasileira-e-mundial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:37:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mundialmente o apetite encolheu. As pessoas estão consumindo menos, motivadas, principalmente, pelas famigeradas canetas emagrecedoras que ganharam espaço no cotidiano de centenas de milhares de cidadãos e cidadãs. Há o lado bom, dizem os especialistas que indicam tal medicamento. Entre enjoos e absoluta rejeição à alimentação, os usuários realmente diminuem medidas rapidamente. Quilos e mais [&#8230;]</p>
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<p>Mundialmente o apetite encolheu. As pessoas estão consumindo menos, motivadas, principalmente, pelas famigeradas canetas emagrecedoras que ganharam espaço no cotidiano de centenas de milhares de cidadãos e cidadãs.</p>



<p>Há o lado bom, dizem os especialistas que indicam tal medicamento. Entre enjoos e absoluta rejeição à alimentação, os usuários realmente diminuem medidas rapidamente. Quilos e mais quilos somem, deixando um rastro de felicidade no ar. É um processo saudável? Não sabemos, isso é tema para a classe médica responder. Ou somente o tempo trará a resposta.</p>



<p>Nosso foco aqui é entender o reflexo das canetinhas no ramo gráfico. Sim, a nossa indústria sente na pele os efeitos da medicação, mesmo sem tomar as agulhadas. Dados mostram que os usuários desses medicamentos passaram a consumir, em média, cerca de 21% menos calorias &#8211; fator que reconfigura a cadeia produtiva.</p>



<p>Entram em cena análises sobre o comportamento de compra dos consumidores. Recentemente, pesquisadores da Cornell Universit cruzaram registros de transações de 150 mil domicílios americanos, que usam tais medicamentos, e constataram que as famílias reduziram os gastos com supermercado em média 5,3% nos primeiros seis meses após começar o tratamento. Esse número chega a 8% entre os domicílios de renda mais alta.</p>



<p>Já a consultoria KPMG chegou a um número ainda mais amplo: nos Estados Unidos, cerca de 31% dos usuários de GLP-1 relatam gastar menos com supermercado todo mês. O volume de compra de batatas fritas, biscoitos, refrigerantes, sorvetes, doces e chocolates caiu de forma expressiva. Como resposta, a PepsiCo baixou os preços de Cheetos, Lay’s e Doritos; a General Mills reduziu drasticamente os custos de cerca de dois terços de seus produtos vendidos em supermercados na América do Norte ao longo de 2025.</p>



<p>Sinal dos tempos, é claro. Quem não arrisca, não petisca.</p>



<p>Mesmo assim, a injeção é acelerada. O J.P. Morgan estima que os usuários de GLP-1 nos Estados Unidos passem de cerca de 10 milhões em 2025 para 25 milhões em 2030. O banco também projeta que o setor de alimentos e bebidas perca entre US$ 30 bilhões e US$ 55 bilhões em receita anual até 2034 por conta da mudança de hábito de consumo ligada a esses medicamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Diminui para alguns, aumenta para outros</h2>



<p>Enquanto alguns mercados tentam se reinventar, outros comemoram o aumento nas vendas. Em maio de 2025, a Lifeway Foods, importante fornecedora americana de kefir, anunciou um aumento recorde de 37% nas vendas em relação ao ano anterior.</p>



<p>Durante uma teleconferência sobre resultados em outubro de 2025, o vice-presidente executivo da Danone, Juergen Esser, celebrou o crescimento da linha de iogurtes ricos em proteína. Até porque as únicas categorias em que as famílias com usuários de GLP-1 gastaram mais foram iogurte, frutas frescas, barras nutricionais e petiscos de carne.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O reflexo das canetinhas no Brasil</h2>



<p>Essa tendência, que se tornou realidade, já desembarcou no mercado brasileiro. Dados de pesquisa do Instituto Locomotiva mostram que 33% dos lares têm ao menos um morador que utiliza ou já utilizou. Ao mesmo tempo em que se espalha, o uso das canetas provoca mudanças concretas no consumo: 95% dos domicílios com usuários reduziram a ingestão de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas. A queda é mais intensa em itens associados ao consumo por impulso ou conveniência, como doces e snacks (70%), bebidas açucaradas (50%), massas e carboidratos (47%) e bebidas alcoólicas (45%). A pesquisa foi realizada pelo Instituto Locomotiva entre 3 e 9 de fevereiro de 2026, com 1.004 entrevistados em todo o país, por meio de questionário digital de autopreenchimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A indústria farmacêutica agradece</h2>



<p><a></a> Enquanto a embalagem de alimentos perde tração, um novo polo de demanda por papel, papelão e impressão especializada nasce do outro lado da cadeia: a própria caneta emagrecedora precisa ser embalada, rotulada e identificada. Cartuchos dobráveis, bulas, rótulos de rastreabilidade (exigidos por normas como a FMD europeia e a DSCSA americana) e embalagens terciárias para transporte refrigerado formam um mercado em rápida expansão.</p>



<p>O mercado de papel e papelão para embalagem farmacêutica, avaliado em US$ 25 bilhões em 2024, deve alcançar US$ 33,6 bilhões até 2035, segundo a Market Research Future. Já o mercado de embalagem farmacêutica como um todo (incluindo vidro, plástico e componentes de aplicação) é bem mais dinâmico: estimado em US$ 172,6 bilhões em 2025, deve saltar para US$ 405 bilhões em 2031 e US$ 744,6 bilhões em 2035, segundo a Global Market Insights.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Insights finais sobre a reconfiguração de consumo</h2>



<p>O efeito sobre a demanda de embalagens cria uma obrigatória reconfiguração estrutural produtiva e de mercado. Nada que assuste a fortaleza que é a indústria gráfica brasileira. Até porque, movimentos como menos volume, formatos em porções menores e tiragens segmentadas já estão em pauta nesse setor há décadas.</p>



<p>No entanto, há claramente uma transição de mix. A questão estratégica para a indústria gráfica não é simplesmente perguntar “quanto de embalagem vamos perder? ”. A pergunta mais relevante é: “que tipos de embalagem e produtos impressos ganharão importância à medida que o consumidor mudar?</p>



<p>Talvez o risco não está apenas em imprimir menos. O risco maior é continuar estruturado para imprimir grandes volumes de produtos cuja demanda estrutural pode perder força.</p>



<p>Perceba que a mesma transformação que reduz embalagens de alimentos atualmente pode aumentar a demanda por embalagens farmacêuticas, cartuchos, rótulos, etiquetas, materiais regulatórios, materiais promocionais, kits de tratamento, comunicação para farmácias e produtos impressos ligados à saúde e bem-estar. A cadeia farmacêutica cria novos SKUs, novos fabricantes, novas apresentações e novas necessidades regulatórias. E a semaglutida e outras fórmulas podem transformar a gráfica em fornecedora da indústria da saúde</p>



<p>Para cada novo produto existe uma cadeia de comunicação impressa: embalagem secundária, rótulo, identificação de lote, informações regulatórias, materiais para distribuição, displays, materiais para ponto de venda, kits, instruções e diferentes apresentações.</p>



<p>Isso abre espaço para uma nova família de impressos: rótulos de suplementos proteicos; embalagens de alimentos funcionais; caixas de vitaminas; embalagens de dermocosméticos; materiais para academias; embalagens de refeições prontas; etiquetas nutricionais; materiais de orientação ao paciente; displays para farmácias; comunicação de ponto de venda; kits de saúde e bem-estar; materiais personalizados para clínicas e programas de acompanhamento.</p>



<p>E por falar em alimentação, surge a possibilidade de imprimir mais embalagens para porções individuais, produtos premium, alimentos ricos em proteína, produtos funcionais. Enfim, mais variedade de SKUs, mais trocas de arte e personalização e novos trabalhos de curta tiragem.</p>



<p>A reinvenção exige uma mudança de posicionamento. A impressão não será necessariamente de maior volume, será de maior valor por trabalho. Comer menos não significa consumir menos embalagem. Significa consumir embalagens diferentes. A compra é motivada pelo propósito.</p>
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		<title>O que o filme Toy Story 5 tem a nos ensinar</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/o-que-o-filme-toy-story-5-tem-a-nos-ensinar/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 13:31:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Aproveitei as férias escolares para levar meu pequeno ao cinema. Decidimos assistir Toy Story 5. Sem spoiler, adianto aqui que é uma experiência interessante, ainda mais para quem vive e trabalha no ramo gráfico. Sim, vou explicar os motivos dessa analogia com o setor de impressão. Bonnie agora tem oito anos de idade e passa [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Aproveitei as férias escolares para levar meu pequeno ao cinema. Decidimos assistir Toy Story 5.</p>



<p>Sem spoiler, adianto aqui que é uma experiência interessante, ainda mais para quem vive e trabalha no ramo gráfico.</p>



<p>Sim, vou explicar os motivos dessa analogia com o setor de impressão. Bonnie agora tem oito anos de idade e passa grande parte do seu tempo com o Lilypad &#8211; dispositivo eletrônico recheado de mundos virtuais. Naturalmente, seus brinquedos entram em desespero ao perceberem que estão sendo esquecidos.</p>



<p>Entra em cena a vaqueira destemida, Jessie, que assume a liderança do quarto para tentar manter a união da turma na tentativa de fazer com que Bonnie volte a interagir com o mundo real</p>



<p>Já ficou evidente essa ligação com a indústria gráfica, concorda?</p>



<p>Depois de mais de 30 anos de franquia, a Pixar decidiu encarar de frente um medo contemporâneo: não é mais um brinquedo eletrônico novo que ameaça tirar o lugar de Woody e Buzz Lightyear no coração de uma criança. É uma simpática tela com carinha de sapo que tenta convencer Bonnie de que jogos online e conversas digitais são mais interessantes do que os brinquedos manuais.</p>



<p>É um enredo simples, mas que vale a pena parar e observar o que o filme está realmente dizendo. O que podemos aprender com ele, sem cair no exagero de demonizar a tecnologia. Em paralelo, o filme apresenta um exército de bonecos do Buzz Lightyear, avançados tecnologicamente, equipados com inteligência artificial e consoles de LED.</p>



<p>O ponto alto da disputa entre analógico e digital acontece quando Woody e Buzz, incapazes de vencer a Lilypad na força ou na conversa, recorrem a uma solução simples: desconectam o carregador do tablet, cortando sua energia para impedir que Bonnie continue jogando online com os amigos.</p>



<p>No desenrolar da história, a mensagem amadurece deixando claro que o problema não é a tecnologia em si. A questão é o desequilíbrio entre o tempo de tela e o mundo real. De acordo com os diretores do filme, a ideia era justamente explorar como brinquedos que exigem imaginação, montagem e movimento das mãos reagiriam ao mundo atual, dominado por telas que oferecem estímulo constante e imediato.</p>



<p>O que fica é a mensagem que dá para aproveitar o que a tecnologia tem de bom, sem deixar de lado o que os brinquedos manuais, os jogos físicos e a criatividade.</p>



<p>Entendo que o recado real do filme é que não se trata de escolher entre o analógico e o digital, mas de aprender a dosar os dois.</p>



<p>Algo familiar com o cotidiano da sua gráfica? Entendo que sim!</p>
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		<item>
		<title>Boa!!! Consumo de livros cresce no Brasil</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/boa-consumo-de-livros-cresce-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 18:20:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O consumo de livros avançou no Brasil em 2025. De acordo com a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, 18% da população com 18 anos ou mais adquiriu ao menos um livro nos últimos 12 meses, um crescimento de 2 pontos percentuais em relação a 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos [&#8230;]</p>
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<p>O consumo de livros avançou no Brasil em 2025. De acordo com a pesquisa Panorama do Consumo de Livros, 18% da população com 18 anos ou mais adquiriu ao menos um livro nos últimos 12 meses, um crescimento de 2 pontos percentuais em relação a 2024, o que representa cerca de 3 milhões de novos consumidores no período. O estudo é uma iniciativa da Câmara Brasileira do Livro, com realização da Nielsen BookData.&nbsp;</p>



<p>&#8220;O crescimento de 3 milhões de novos consumidores em um único ano mostra que o livro mantém sua relevância e que há espaço consistente para a expansão do mercado editorial brasileiro&#8221;, afirma Sevani Matos, presidente da Câmara Brasileira do Livro. &#8220;Esse avanço é resultado de um ecossistema que envolve editoras, livrarias, autores, influenciadores, políticas públicas e iniciativas de incentivo à leitura.&#8221;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Entre os destaques do estudo está o protagonismo das mulheres pretas e pardas, que representam 30% do total de consumidores de livros e metade das mulheres que compram livros. As mulheres pretas e pardas da classe C formam atualmente o maior grupo consumidor do país. Considerando o recorte racial mais amplo, pessoas pretas e pardas, somadas, representam 49% dos consumidores de livros. &#8220;Por um lado, os resultados demográficos rompem alguns paradigmas e permitem que o setor desenvolva ações mais assertivas, direcionadas a quem de fato consome. Por outro, esses mesmos dados impõem dois desafios importantes: compreender por que o público masculino apresenta baixo nível de consumo e identificar caminhos para engajá‑lo e ampliar sua participação.&#8221; afirma Mariana Bueno, coordenadora de pesquisas econômicas e setoriais da Nielsen BookData.&nbsp;</p>



<p>A pesquisa também aponta que o maior crescimento ocorreu entre os jovens. As faixas de 18 a 34 anos avançaram, juntas, 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Para Sevani Matos, as comunidades virtuais têm papel central nesse movimento. &#8220;As redes sociais se tornaram uma porta de entrada importante para novos leitores. Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens&#8221;. De acordo com Mariana Bueno, &#8220;Os livros de colorir são, sem dúvida, um fator relevante para esse crescimento. Mas os dados do varejo indicam que os títulos de ficção, especialmente os Young Adult, tiveram papel decisivo nessa alta. São obras voltadas a um público mais jovem e conectado, o que dialoga diretamente com os resultados observados na pesquisa Panorama&#8221;.&nbsp;</p>



<p>O estudo mostra também que 56% dos consumidores de livros costumam fazer compras em geral por meio das redes sociais. As mulheres entre 25 e 54 anos representam 76% das consumidoras e 26% do total de consumidores de livros que compram por essas plataformas. Além disso, 70% dos consumidores de livros afirmam gostar de acompanhar lançamentos, principalmente por meio de sites de compras (34%), indicação de pessoas próximas (30%), livrarias (24%), e criadores de conteúdo (22%).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Outro dado relevante é o desempenho dos livros de colorir. Em 2025, 7,1% da população adulta, cerca de 11 milhões de pessoas, comprou ao menos um exemplar, o equivalente a 40% dos consumidores de livros, consolidando o segmento como um dos fenômenos recentes do mercado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A livraria mantém papel estratégico na experiência de compra. Para 53% dos consumidores, é um espaço para relaxar e explorar sem pressa, enquanto 46% a associam à conexão com cultura e conhecimento. Na última compra de livro impresso, 53% adquiriram online e 47% presencialmente, evidenciando um mercado cada vez mais multicanal. &#8220;O livro não é apenas um produto, mas uma experiência cultural. Fortalecer livrarias, bibliotecas e políticas de acesso é fundamental para sustentar esse crescimento&#8221;, conclui a presidente da CBL.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Este estudo analisou o comportamento de compra de livros no Brasil através de uma metodologia rigorosa, envolvendo 16 mil entrevistas com pessoas maiores de 18 anos, cobrindo todas as regiões (Sudeste, Sul, Norte, Nordeste, Centro-Oeste) e estratos socioeconômicos (A, B, C, DE). O estudo, realizado entre 13 e 19 de outubro de 2025, incluiu tanto compradores quanto não compradores de livros, garantindo uma ampla representatividade com uma margem de erro de apenas 0,8% e um nível de confiança de 95%.<br><br>Saiba mais no link: <strong><a href="https://conteudo.cblservicos.org.br/lp-panorama-do-consumo-de-livros-2025?utm_medium=email&amp;utm_campaign=consumo_de_livros_cresce_no_brasil_e_alcanca_mais_3_milhoes___de_novos_compradores_em_2025&amp;utm_source=RD+Station">https://conteudo.cblservicos.org.br/lp-panorama-do-consumo-de-livros-2025?utm_medium=email&amp;utm_campaign=consumo_de_livros_cresce_no_brasil_e_alcanca_mais_3_milhoes___de_novos_compradores_em_2025&amp;utm_source=RD+Station</a></strong></p>
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		<title>O valor imensurável de quem reconhece o trabalho do vendedor  </title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/o-valor-imensuravel-de-quem-reconhece-o-trabalho-do-vendedor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2026 14:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A arte de vender sem julgar: por que os melhores executivos nunca olham o status do cliente antes de atender Em uma feira gigante, como foi a ExpoPrint 2026, a gente até consegue olhar o macro, pegar uma informação aqui, outra lá. Mesmo assim, não há recurso humano possível que nos conecte em todos os [&#8230;]</p>
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<p>A arte de vender sem julgar: por que os melhores executivos nunca olham o status do cliente antes de atender</p>



<p>Em uma feira gigante, como foi a ExpoPrint 2026, a gente até consegue olhar o macro, pegar uma informação aqui, outra lá.</p>



<p>Mesmo assim, não há recurso humano possível que nos conecte em todos os lugares, em todos os momentos.</p>



<p>Até porque a feira passa rápido demais; piscou, acabou. &nbsp;</p>



<p>Então, dessa vez, vou revelar o que ouvi de um gráfico que, ao fechar a compra de sua primeira impressora offset nova, olhou para o vendedor e disse:</p>



<p>— Você sempre nos visitou. Quando a minha empresa era pequena, você sempre esteve lá, mesmo sabendo que na época não havia nenhuma condição de investir nessa máquina que eu compro agora.</p>



<p>Continuei em silêncio, tentando escutar mais sobre essa conversa ao pé do ouvido.</p>



<p>E consegui!</p>



<p>Na sequência, o mesmo empresário fez questão de ir até outro estande.</p>



<p>Na hora não entendi, mas resolvi seguir e acompanhar o time da gráfica. &nbsp;</p>



<p>Eis que ele entra no estande de um fornecedor de verniz e chama o vendedor dessa empresa para contar alegremente que havia acabado de comprar uma impressora.</p>



<p>Sorridente, o vendedor disse que sempre soube que essa hora chegaria.</p>



<p>O empresário respondeu:</p>



<p>— Faço questão de compartilhar essa informação com você, pois sempre notei a sua presença na minha gráfica, mesmo quando a empresa estava bem distante de fechar um negócio desse nível.</p>



<p>O vendedor sorriu com o coração.&nbsp;</p>



<p>Eles apertaram a mão, firmaram um longo abraço e a feira seguiu seu caminho.</p>



<p>Sai de fininho e fui tomar um café.</p>



<p>Confesso que até agora essa atitude está dentro da minha cabeça.</p>



<p>O reconhecimento desse empresário a dois vendedores do ramo gráfico foi gigante.</p>



<p>Aliás, extraordinário. &nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em um mundo obcecado por dashboards e qualificações automáticas, a resiliência silenciosa de servir continua sendo o diferencial que separa vendedores comuns de profissionais inesquecíveis.</p>



<p>Afinal, o vendedor que olha o histórico antes de atender já decidiu o resultado.</p>



<p>O que diferencia esses dois profissionais não é apenas o talento. É a mentalidade de serviço incondicional.</p>



<p>Executivos de alto desempenho sabem de algo que dashboards não mostram: o status do cliente no sistema raramente reflete o status do cliente na vida real.</p>



<p>Pessoas mudam.</p>



<p>Empresas viram de fase.</p>



<p>Quem bloqueou a compra há seis meses já não está na empresa.</p>



<p>A crise que impediu a renovação passou.</p>



<p>E o vendedor que sempre estava lá, atendendo com a mesma excelência, é o primeiro que vem à mente quando a decisão de compra reaparece.</p>



<p>Repare que a era da gratificação imediata criou uma geração de profissionais condicionada a resultados ligeiros.</p>



<p>Algoritmos entregam respostas em milissegundos.</p>



<p>Aplicativos antecipam desejos.</p>



<p>Mas quem trabalha com vendas complexas sabe: a paciência estratégica é a vantagem competitiva mais subestimada do mercado.</p>



<p>Vender sem olhar o status do cliente não significa ignorar dados: significa não deixar que um número em uma tela fria determine a qualidade do atendimento.</p>



<p>Quem trabalha com zero preconceito comercial registra cada contato como um investimento de longo prazo, não como uma tentativa de conversão imediata.</p>



<p>A profissão de vendas é, na sua essência, uma profissão de fé.</p>



<p>Fé no produto, no cliente e no processo.</p>



<p>Vender é a profissão da Fé!<br></p>
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		<title>Do scroll ao aperto de mão. Do esconderijo digital ao olho no olho. Do xadrez tradicional para o xadrez digital que nos encarcera.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[@agentecontafio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2026 12:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Fábio Sabbag]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Escolha a sua próxima jogada!O jogo de xadrez raiz e as redes sociais são tabuleiros que disputam a mesma coisa: a sua atenção. E testam seriamente a sua inteligência.  Evidentemente, são intenções radicalmente opostas.No jogo de xadrez, cada movimento exige que você projete o futuro sem desencanar do presente. O erro pesa, mas também pode ser [&#8230;]</p>
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<p></p>



<p>Escolha a sua próxima jogada!<br>O jogo de xadrez raiz e as redes sociais são tabuleiros que disputam a mesma coisa: a sua atenção. E testam seriamente a sua inteligência.  <br>Evidentemente, são intenções radicalmente opostas.<br>No jogo de xadrez, cada movimento exige que você projete o futuro sem desencanar do presente. <br>O erro pesa, mas também pode ser usado como uma estratégia. <br>Durante a partida, você estuda, enxerga espaços, revisa movimentos e cresce.<br>Nas redes sociais, o design é o seu adversário. <br>A rolagem infinita, as notificações, os likes&#8230;<br>Tudo é pura engenharia comportamental. <br>Neste setor da tecnologia você não joga, você é jogado.<br>O scroll treina a mente para a fragmentação, instiga a resposta antes da reflexão.<br>O xadrez treina a pausa, educa o pensamento antecipado. Gera o alerta constante para a responsabilidade de cada escolha.<br>O erro na rede social é humilhação viralizada. No xadrez, é lição privada.<br>Vai me dizer que você nunca se pegou rolando o feed sem propósito às duas da manhã?<br>Não? Parabéns. Sim! Parabéns pela transparência.<br>O toque volta ao tabuleiro central. <br>O tato é o sentido mais primitivo e diretamente ligado ao sistema emocional.<br>Assim como no jogo de xadrez, ao segurar um livro, virar uma página, sentir o papel entre os dedos, a gente recebe alta carga de presença e intencionalidade.<br>O conhecimento adquirido de forma físico-sensorial é processado de maneira mais profunda e retido por mais tempo.<br>Nem adianta tentar. A tela não tem tato!<br>Nessa correria desenfreada de uma sociedade de pescoço arcado e rosto iluminado por uma tela, a atenção humana é o recurso mais escasso do século XXI.<br>O universo digital é real e irreversível. A natureza humana idem.<br>Chegou a hora de usarmos a tecnologia como ferramenta. <br>Evite usá-la como destino.<br>O aperto de mão nunca vai ter uma atualização.<br>O material impresso não é vintage, muito menos cringe, ouviu, querida Geração Z.<br>Praticar xadrez é uma reconquista da própria cognição. Quem aprende a jogar xadrez aprende, antes de tudo, a não ser jogado.<br>Quem lê aprende, não segue. <br>Entender o valor de um aperto de mão é decifrar segredos da vida: atenção e respeito ao próximo.<br>Por falar em aperto de mão, nos vemos na ExpoPrint.<br>A próxima jogada está em suas mãos.<br></p>
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		<title>A exaustão das telas viralizou o ramo gráfico</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/a-exaustao-das-telas-viralizou-o-ramo-grafico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Feb 2026 15:06:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A fadiga da tela chegou. A era digital, que defendia um mundo sem papel, virou a favor do ramo gráfico. Como jornalista, acompanho as movimentações do mercado e convido você a olhar além da tela. Já dá para dizer que o mundo redescobriu o valor do que é físico. Entendeu também que o digital é [&#8230;]</p>
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<p>A fadiga da tela chegou. A era digital, que defendia um mundo sem papel, virou a favor do ramo gráfico. Como jornalista, acompanho as movimentações do mercado e convido você a olhar além da tela.</p>



<p>Já dá para dizer que o mundo redescobriu o valor do que é físico. Entendeu também que o digital é efêmero. Por outro lado, o impresso é permanente.</p>



<p>Recente estudo da TrueImpact, plataforma de mensuração de impacto social, indicou que o material impresso exige 21% menos esforço cognitivo para ser processado pelo cérebro do que os meios digitais. Nos quesitos tangibilidade e emoção, a pesquisa mostrou que o cérebro processa o material físico e gera uma resposta emocional mais forte do que as telas.</p>



<p>Quando lemos no papel, o processo é linear e contínuo. O cérebro constrói uma representação mental do texto como uma paisagem física, com começo, meio e fim. Quando usamos telas, hiperlinks e notificações quebram constantemente essa sequência.</p>



<p>Simples assim.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Pesquisadores da Universidade de Stavanger, na Noruega, demonstraram que alunos que leram textos longos em papel obtiveram melhor compreensão global do conteúdo do que aqueles que o fizeram em PDF.</p>



<p>Entretanto, a indústria gráfica, com sua extensa experiência, nunca foi de julgar ou tentar eliminar esse ou aquele. Até porque “brigar” com a evolução é dar murro em ponta de faca.&nbsp;</p>



<p>É claro que o uso moderado de dispositivos digitais ajuda. Já o uso excessivo se correlaciona com desempenho mais baixo.</p>



<p><em>A tela, em doses certas, é aliada. Em excesso, é uma barreira.</em></p>



<p>O tempo mostrou para o ramo gráfico que a dose certa é a receita que leva ao sucesso. Quem viveu a chegada da impressão digital, em um ramo até então dominado pelo offset, sabe muito bem do que estou falando. Aos poucos, as gráficas entenderam a importância da convergência.</p>



<p>Outro exemplo claro dessa questão da era digital que derrubaria o meio impresso é o segmento editorial. Muitas pessoas e estudos mataram o livro. Só não sabiam que esse calhamaço de papel impresso é imortal.&nbsp;</p>



<p><em>No Brasil, o varejo de livros fechou 2025 com faturamento superior a R$ 3 bilhões, um crescimento de quase 9%.&nbsp;</em></p>



<p>Sim, os livros digitais crescem em faturamento nominal, mas representam apenas 9% do total do setor, sendo que os livros físicos respondem por 91% do faturamento editorial brasileiro.</p>



<p>Vale a pena olhar com atenção para o panorama mundial da educação para entender essa relação com o mundo digital.&nbsp;</p>



<p><em>Países que ocupam o topo do PISA são aqueles que mantêm forte cultura de leitura em papel e materiais didáticos impressos.</em></p>



<p>O Japão tem uma das maiores taxas de leitura de livros físicos do mundo e suas livrarias funcionam como pontos de cultura.&nbsp;</p>



<p>A Coreia do Sul é outro exemplo que comprova como o investimento em educação transforma uma nação. Em 1960, o país tinha índices de desenvolvimento, analfabetismo e renda semelhantes aos do Brasil. O motor dessa transformação foi um pacto nacional: sem base escolar forte, nenhum sistema de ensino superior produz resultados. Para cada dólar e meio investido no ensino superior, os coreanos investem um dólar na educação básica. E os livros didáticos foram e são o fio condutor desse sistema.</p>



<p>A Finlândia, por sua vez, mantém-se como referência de equidade educacional. Seus alunos obtiveram um dos menores índices de variação de desempenho entre escolas. O segredo? Entre outros fatores, professores altamente qualificados e materiais didáticos impressos de alta qualidade distribuídos de forma equânime. A Finlândia coloca 6% do seu PIB em educação e classifica professores entre as profissões mais respeitadas da sociedade.</p>



<p>A Estônia atingiu 94% de índice de alfabetização há um século e meio, manteve bons resultados no PISA mesmo durante a crise financeira e continua investindo em materiais pedagógicos físicos como parte central de sua estratégia educacional.</p>



<p><em>A gente pode até não perceber, mas a era do doomscrolling quase acaba com tudo e todos.&nbsp;</em></p>



<p>Ainda bem que as notificações infinitas e atenção fragmentada fizeram a população reagir: menos tela, mais papel.&nbsp;</p>



<p>É verdade que o mundo digital entregou promessas extraordinárias. Cumpriu algumas, mas a sua velocidade, fragmentação e efemeridade também revelaram o que faltava: a permanência.</p>



<p>Em paralelo, a indústria gráfica foi se adaptando. As embalagens que o e-commerce exige podem e devem ser impressas; os livros que o leitor cansado de telas busca, também são impressos; os materiais didáticos que as pesquisas recomendam para a aprendizagem profunda idem; os produtos personalizados que a impressão sob demanda torna possíveis também.</p>



<p>E por aí vai&#8230;</p>



<p>O ramo gráfico brasileiro tem plenas condições de abraçar tudo isso e muito mais.</p>



<p>A missão desse setor vai muito além do faturamento. Esse setor é parte fundamental da educação, cultura e cidadania.</p>



<p>A indústria gráfica é permanente. E não cansa!</p>
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