O que o filme Toy Story 5 tem a nos ensinar

Aproveitei as férias escolares para levar meu pequeno ao cinema. Decidimos assistir Toy Story 5.

Sem spoiler, adianto aqui que é uma experiência interessante, ainda mais para quem vive e trabalha no ramo gráfico.

Sim, vou explicar os motivos dessa analogia com o setor de impressão. Bonnie agora tem oito anos de idade e passa grande parte do seu tempo com o Lilypad – dispositivo eletrônico recheado de mundos virtuais. Naturalmente, seus brinquedos entram em desespero ao perceberem que estão sendo esquecidos.

Entra em cena a vaqueira destemida, Jessie, que assume a liderança do quarto para tentar manter a união da turma na tentativa de fazer com que Bonnie volte a interagir com o mundo real

Já ficou evidente essa ligação com a indústria gráfica, concorda?

Depois de mais de 30 anos de franquia, a Pixar decidiu encarar de frente um medo contemporâneo: não é mais um brinquedo eletrônico novo que ameaça tirar o lugar de Woody e Buzz Lightyear no coração de uma criança. É uma simpática tela com carinha de sapo que tenta convencer Bonnie de que jogos online e conversas digitais são mais interessantes do que os brinquedos manuais.

É um enredo simples, mas que vale a pena parar e observar o que o filme está realmente dizendo. O que podemos aprender com ele, sem cair no exagero de demonizar a tecnologia. Em paralelo, o filme apresenta um exército de bonecos do Buzz Lightyear, avançados tecnologicamente, equipados com inteligência artificial e consoles de LED.

O ponto alto da disputa entre analógico e digital acontece quando Woody e Buzz, incapazes de vencer a Lilypad na força ou na conversa, recorrem a uma solução simples: desconectam o carregador do tablet, cortando sua energia para impedir que Bonnie continue jogando online com os amigos.

No desenrolar da história, a mensagem amadurece deixando claro que o problema não é a tecnologia em si. A questão é o desequilíbrio entre o tempo de tela e o mundo real. De acordo com os diretores do filme, a ideia era justamente explorar como brinquedos que exigem imaginação, montagem e movimento das mãos reagiriam ao mundo atual, dominado por telas que oferecem estímulo constante e imediato.

O que fica é a mensagem que dá para aproveitar o que a tecnologia tem de bom, sem deixar de lado o que os brinquedos manuais, os jogos físicos e a criatividade.

Entendo que o recado real do filme é que não se trata de escolher entre o analógico e o digital, mas de aprender a dosar os dois.

Algo familiar com o cotidiano da sua gráfica? Entendo que sim!