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		<title>Como o design de embalagem combate a epidemia de medicamentos falsos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 17:34:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado de saúde global vivenciou uma transformação sem precedentes em sua estrutura e as embalagens farmacêuticas desempenham o papel mais crítico neste ecossistema. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado focado em embalagens plásticas do setor deve atingir a impressionante marca de US$ 207,42 bilhões até 2030 (crescimento anual composto de 6,03%). No Brasil, cuja [&#8230;]</p>
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<p>O mercado de saúde global vivenciou uma transformação sem precedentes em sua estrutura e as embalagens farmacêuticas desempenham o papel mais crítico neste ecossistema. Segundo a Mordor Intelligence, o mercado focado em embalagens plásticas do setor deve atingir a impressionante marca de US$ 207,42 bilhões até 2030 (crescimento anual composto de 6,03%). No Brasil, cuja indústria faturou R$ 146,7 bilhões apenas em 2021 (segundo dados da Interfarma), os desafios operacionais escalaram dramaticamente com um retrocesso regulatório recente.<br>Diferentemente da União Europeia, que possui escaneamento obrigatório e bases governamentais centralizadas, o Brasil presenciou o desmonte total do seu Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM). A Lei nº 14.338/2022 e RDC Anvisa nº 886/2024 (publicada em julho de 2024) revogaram as normas de rastreabilidade, atirando sobre a própria indústria farmacêutica a pesada responsabilidade de blindar os seus produtos contra o crime organizado.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A epidemia silenciosa de falsificações e roubos de carga</h2>



<p>A vulnerabilidade brasileira é sistêmica e amparada por estatísticas alarmantes. Relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) atestam que assombrosos <strong>19% de todos os medicamentos comercializados no Brasil sejam falsificados ou irregulares</strong>. Em média estatística, a cada lote de 100 medicamentos no país, cerca de 20 são forjados. Um mercado criminoso frequentemente abastecido por insumos não controlados vindos do Paraguai, Índia e China.<br>Em junho de 2024, a Polícia Federal desarticulou uma quadrilha na <em>Operação Counterfeit</em>, responsável por fornecer R$ 11 milhões em imunoglobulina falsificada para hospitais do Paraná. A análise laboratorial foi devastadora: confirmou a falsificação de toda a embalagem, da cartonagem à bula, além da total e absoluta ausência do princípio ativo. O roubo de cargas em rodovias não fica atrás, concentrando cerca de 85% de seus ataques brutais na Região Sudeste, focados quase sempre em fármacos de alto custo e alta liquidez (ABRADIMEX).</p>



<h2 class="wp-block-heading">Soluções em <em>Smart Packaging</em>: a tecnologia NFC como guardiã</h2>



<p>Em um cenário sem o SNCM do governo, o design estrutural das embalagens absorveu a função de segurança. A implantação de tecnologias <em>Near Field Communication</em> (NFC) nas embalagens primárias cria um mecanismo de defesa descentralizado no &#8220;point-of-use&#8221;, garantindo integridade e rastreabilidade até as mãos do paciente.<br>As desenvolvedoras brasileiras já apresentam soluções formidáveis que reescrevem as regras desse mercado:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Lacre eletrônico (u.SAFE da Unipac):</strong> Uma tecnologia desenvolvida para frascos de polímeros que insere uma etiqueta NFC diretamente no lacre de segurança da tampa. Com um toque do smartphone pelo paciente, a autenticidade é validada. Se o frasco tiver sido violado ou sofrido adulteração, o microcircuito do NFC é fisicamente rompido de forma irreversível, enviando um alerta automático ao aplicativo.</li>



<li><strong>Micro-etiquetas (OSRFID):</strong> Para atuar em volumes minúsculos, como frascos de vidro de vacinas ou ampolas injetáveis, já existem no mercado etiquetas NFC circulares com meros 0.8 mm de diâmetro e alta resistência a fluidos.</li>



<li><strong>Design Inclusivo de Blisters (Blau Farmacêutica):</strong> Premiada pelo design do oncológico Hidroxiureia 500 mg, a empresa recriou o <em>blister</em> com microperfurações individuais. Mais importante, o verso de cada pequena cavidade traz impresso o nome do lote, validade e um DataMatrix que aponta diretamente para uma versão acessível e ampliada da bula digital algo fundamental ante os gargalos da transição da RDC 885/2024 (Bula Digital).</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Proteção para marcas e vidas</h2>



<p>A introdução de etiquetas RFID de ultra-alta frequência e sensores Bluetooth para monitorar adesão terapêutica deixaram de ser provas de conceito em laboratório. Diante do vácuo rastreável brasileiro, gráficas focadas na confecção de cartuchos, rótulos e embalagens primárias que falharem em oferecer inovações conectadas perderão as robustas contas farmacêuticas. O <em>smart packaging</em> hoje é sinônimo de preservação de lucros e, inegavelmente, de vidas humanas.</p>
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		<title>Extended color gamut: 7 cores para redução de setup na flexo</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/extended-color-gamut-7-cores-para-reducao-de-setup-na-flexo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 07 Sep 2026 20:45:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Flexografia]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A indústria gráfica enfrenta diariamente o desafio de produzir tiragens cada vez menores, com exigências altíssimas de precisão cromática e prazos espremidos. Nesse cenário, o Extended Color Gamut surge como a solução definitiva para otimizar os processos da flexografia. Ao invés de paralisar a produção a cada novo trabalho para trocar cores especiais, as gráficas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A indústria gráfica enfrenta diariamente o desafio de produzir tiragens cada vez menores, com exigências altíssimas de precisão cromática e prazos espremidos. Nesse cenário, o <strong>Extended Color Gamut</strong> surge como a solução definitiva para otimizar os processos da flexografia. Ao invés de paralisar a produção a cada novo trabalho para trocar cores especiais, as gráficas passam a operar de maneira muito mais enxuta e inteligente, maximizando a produtividade real do equipamento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como funciona a gama expandida na pré-impressão e na máquina</h2>



<p>Tradicionalmente, a flexografia utiliza a base CMYK combinada com tintas pré-misturadas (spot colors) da escala Pantone para atingir os tons exatos que as marcas exigem. No entanto, essa abordagem consome horas de preparação. A padronização com o sistema ECG muda essa lógica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">A matemática do CMYK + OGV</h3>



<p>O sistema emprega um conjunto fixo de sete cores na impressora: o tradicional CMYK adicionado de Laranja (Orange), Verde (Green) e Violeta (Violet). Consequentemente, essa combinação consegue reproduzir com exatidão até 90% de toda a paleta Pantone. Portanto, a pré-impressão assume o controle técnico das separações e o impressor não precisa mais manipular e afinar as tintas na máquina para chegar ao resultado esperado pelo cliente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O impacto drástico do Extended Color Gamut no chão de fábrica</h2>



<p>Manter as cores fixas nos tinteiros e aniloxes proporciona uma revolução operacional que impacta diretamente a rentabilidade da gráfica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Queda nos tempos mortos e setups</h3>



<p>A vantagem mais expressiva do Extended Color Gamut é a redução drástica de até 80% no tempo de setup e no processo de wash-up. Sem a necessidade de lavar todo o sistema de entintagem e os aniloxes a cada mudança de pedido, a impressora passa muito mais tempo efetivamente rodando substrato.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O fim das sobras de tintas e agrupamento de trabalhos</h3>



<p>Além de agilizar o setup, a estratégia elimina o desperdício crônico das sobras de tintas especiais, que costumam ficar estocadas ou acabam descartadas. Adicionalmente, a paleta fixa viabiliza o <em>ganging</em> — a técnica de agrupar diferentes trabalhos em uma mesma banda de impressão. Como as cores não mudam, você pode imprimir diferentes embalagens lado a lado na mesma tiragem de forma simples e eficiente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Flexografia competindo com a impressão digital</h2>



<p>Por muito tempo, a impressão digital dominou o mercado de tiragens curtas e prazos apertados. Contudo, ao abraçar o Extended Color Gamut, a flexografia ganha musculatura para entrar nessa mesma arena. A máquina flexo adquire uma flexibilidade inédita, pois padroniza sua configuração mecânica e química, eliminando a burocracia do ajuste de cor. Assim, as gráficas de embalagens conseguem entregar flexibilidade, velocidade e rentabilidade, garantindo sua competitividade em um mercado altamente exigente.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fontes</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://printnews.com.br/gama-expandida-na-impressao-o-que-e-como-funciona-e-por-que-virou-estrategia-para-embalagens-e-rotulos/">PrintNews &#8211; Gama Expandida na Impressão: O que é, como funciona e por que virou estratégia para embalagens e rótulos</a></li>
</ul>



<p></p>
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		<item>
		<title>PPWR 2026: como a nova lei europeia de embalagens impacta a indústria gráfica</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/ppwr-2026-como-a-nova-lei-europeia-de-embalagens-impacta-a-industria-grafica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 21:44:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A entrada em vigor do regulamento PPWR 2026 (Packaging and Packaging Waste Regulation) estabelece um divisor de águas na indústria global de embalagens e rótulos. Aprovada pela União Europeia, a nova legislação substitui diretivas antigas e introduz regras mandatórias com força de lei para todos os estados-membros e seus parceiros comerciais. Desse modo, as convertedoras [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A entrada em vigor do regulamento <strong>PPWR 2026</strong> (<em>Packaging and Packaging Waste Regulation</em>) estabelece um divisor de águas na indústria global de embalagens e rótulos. Aprovada pela União Europeia, a nova legislação substitui diretivas antigas e introduz regras mandatórias com força de lei para todos os estados-membros e seus parceiros comerciais. Desse modo, as convertedoras e gráficas precisam compreender as exigências técnicas imediatas, pois o regulamento estabelece metas severas de reciclabilidade, controle de espaço vazio e rastreabilidade que influenciam cadeias de suprimentos em todo o planeta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">As principais diretrizes e exigências do PPWR 2026</h2>



<p>O texto regulatório do PPWR 2026 tem como objetivo central reduzir o volume total de resíduos e fomentar a economia circular em larga escala. Para alcançar essa meta, o regulamento impõe restrições objetivas de engenharia e produção:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Combate ao sobre-embalamento (<em>empty space ratio</em>):</strong> O regulamento limita o espaço vazio a no máximo 50% em embalagens agrupadas, de transporte e de comércio eletrônico. Dessa forma, fabricantes devem eliminar o excesso de camadas, caixas superdimensionadas e preenchimentos desnecessários.</li>



<li><strong>Critérios rígidos de reciclabilidade em escala (<em>Design for Recycling</em>):</strong> Até 2030, todas as embalagens comercializadas na União Europeia devem ser projetadas para reciclagem e, progressivamente, recicladas em escala industrial comprovada até 2035.</li>



<li><strong>Restrição a substâncias químicas nocivas:</strong> A legislação proíbe o uso de substâncias como os PFAS (<em>substâncias per e polifluoroalquila</em>) acima de limites mínimos em embalagens de contato com alimentos.</li>



<li><strong>Padronização de rotulagem e descarte:</strong> O regulamento cria uma rotulagem harmonizada em todo o bloco europeu, facilitando a triagem e o descarte correto pelo consumidor final.</li>
</ol>



<h2 class="wp-block-heading">O reflexo do regulamento europeu no mercado gráfico brasileiro</h2>



<p>Embora a lei tenha origem na Europa, o impacto atinge diretamente os convertedores e a indústria gráfica brasileira. Primeiramente, empresas exportadoras de alimentos, bebidas, cosméticos e bens de consumo exigem de seus fornecedores gráficos embalagens em total conformidade com o mercado de destino. Portanto, quem fornece rótulos, cartuchos ou embalagens corrugadas para multinacionais já precisa comprovar adequação aos novos requisitos.<br>Além disso, a regulação europeia funciona historicamente como referência internacional de conformidade técnica e boas práticas. Consequentemente, órgãos reguladores brasileiros e grandes marcas do varejo nacional tendem a adotar critérios similares em suas políticas de compras e logística reversa a curto e médio prazo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Como as convertedoras podem se preparar com automação e flexografia</h2>



<p>Para responder com agilidade a essas transformações, as gráficas convertedoras devem concentrar investimentos na modernização de seus parques gráficos e na otimização de insumos. A flexografia de alta definição e a impressão digital despontam como pilares estratégicos nesse processo. Com sistemas avançados de controle de viscosidade, tintas à base de água ou cura UV/LED sem solventes voláteis e registro automatizado, as convertedoras reduzem significativamente o desperdício de substratos durante o acerto de máquina.<br>Adicionalmente, a digitalização dos fluxos de pré-impressão e o uso de sistemas de inspeção por inteligência artificial garantem fidelidade na aplicação de rotulagens informativas e dados variáveis de rastreabilidade. Em suma, o PPWR 2026 não representa apenas um desafio regulatório, mas uma oportunidade estratégica para convertedoras que liderarem a eficiência produtiva, o eco-design e a inovação tecnológica no setor gráfico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fontes</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://environment.ec.europa.eu/topics/waste-and-recycling/packaging-waste_en">European Commission &#8211; Packaging and Packaging Waste</a></li>
</ul>



<p></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Estudo ABRE/FGV IBRE aponta recuperação no segundo semestre de 2026 da produção de embalagens</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/estudo-abre-fgv-ibre-aponta-recuperacao-no-segundo-semestre-de-2026-da-producao-de-embalagens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 21:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Produção avançou 2,4% no segundo trimestre, acima da indústria de Transformação; para o ano, o crescimento projetado é de apenas 0,2%. A indústria brasileira de embalagens iniciou uma recuperação segundo trimestre de 2026, mas ainda enfrenta um cenário de crescimento limitado e maior pressão sobre custos e consumo. Neste período, a produção de embalagens avançou [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>Produção avançou 2,4% no segundo trimestre, acima da indústria de Transformação; para o ano, o crescimento projetado é de apenas 0,2%.</strong></p>
</blockquote>



<p>A <strong>indústria brasileira de embalagens</strong> iniciou uma recuperação segundo trimestre de 2026, mas ainda enfrenta um cenário de crescimento limitado e maior pressão sobre custos e consumo. Neste período, a produção de embalagens <strong>avançou 2,4%</strong> em relação ao trimestre anterior, com ajuste sazonal, enquanto a indústria de transformação <strong>recuou 0,1%</strong> no mesmo período.</p>



<p>Os dados fazem parte do <em>Estudo ABRE Macroeconômico da Embalagem e Cadeia de Consumo no Brasil</em>, elaborado pela <strong>Associação Brasileira de Embalagem (ABRE)</strong> em parceria com o <strong>FGV IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas)</strong>.</p>



<p>Apesar da recuperação no trimestre, a perspectiva para o fechamento do ano permanece moderada. Segundo as projeções do FGV IBRE:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>A produção de embalagens deverá crescer <strong>0,2% em 2026</strong>, após retração de 0,3% em 2025.</li>



<li>O intervalo estimado para o ano varia entre <strong>queda de 0,2%</strong> e <strong>alta de 0,6%</strong>.</li>
</ul>



<p>A melhora observada no segundo trimestre foi disseminada entre os principais segmentos:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Papel e papelão ondulado:</strong> avançaram 2,1%</li>



<li><strong>Metal e vidro:</strong> 2,2% cada</li>



<li><strong>Plástico:</strong> 1,6%</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>&#8220;O Estudo Macroeconômico da Embalagem com dados do primeiro semestre de 2026 e projeções para o ano mostrou que iniciamos um período de desaceleração do ritmo de crescimento da economia e do mercado, e consequentemente da produção e consumo, o que faz necessário às empresas reverem a sua estratégia e apoiarem processos de inovação de produtos voltados para o momento de vida do consumidor: poder de compra reprimido, maior preocupação com o autocuidado&#8221;</em>, observa <strong>Luciana Pellegrino</strong>, presidente executiva da ABRE.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Economia brasileira em expectativa de desaceleração em 2027</h2>



<p>O cenário macroeconômico é um dos principais pontos de atenção para o setor, com projeção de crescimento de <strong>1,8% para o PIB brasileiro em 2026</strong>, ante 2,3% em 2025.</p>



<p>Para a <strong>indústria de transformação</strong>, a previsão é de avanço de apenas <strong>0,2% no ano</strong>. No cenário internacional, o crescimento global deve desacelerar de 3,5% em 2025 para 3,0% em 2026, segundo projeções do FMI citadas no estudo. Para o Brasil, a projeção apresentada pelo FMI é de crescimento de 2,4% em 2026.</p>



<p>A inflação também permanece acima da meta no horizonte relevante:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>IPCA:</strong> 5,0% em 2026 e 4,2% em 2027 (expectativas do Boletim Focus utilizadas pelo estudo)</li>



<li><strong>Selic:</strong> projetada em 13,75% ao final de 2026 e 12,0% ao final de 2027</li>
</ul>



<p>O FGV IBRE avalia que existe maior risco de uma desaceleração mais forte no início de 2027. Entre os fatores de atenção estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>O aumento do endividamento e da inadimplência das famílias;</li>



<li>Maior cautela dos bancos;</li>



<li>Tensões geopolíticas;</li>



<li>Os efeitos climáticos associados ao chamado “Super El Niño”;</li>



<li>A expectativa de ajuste fiscal a partir do próximo governo.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Mudanças no consumo afetam a demanda por embalagens</h2>



<p>O <strong>consumo das famílias deve crescer 2,0% em 2026</strong>, após alta de 1,3% em 2025. O avanço, entretanto, ocorre em um contexto influenciado por impulsos fiscais e por um mercado de trabalho ainda favorável, fatores que podem perder força nos próximos trimestres.</p>



<p>Entre os setores diretamente relacionados à demanda por embalagens, alguns apresentaram <strong>crescimento</strong> no primeiro semestre de 2026:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Bebidas:</strong> avançaram 3,9%</li>



<li><strong>Indústria metalúrgica:</strong> 1,8%</li>



<li><strong>Varejo e varejo de não duráveis:</strong> 1,5% cada</li>



<li><strong>Alimentação fora de casa:</strong> 1,5%</li>
</ul>



<p>Na <strong>direção oposta</strong>:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Alimentos:</strong> recuaram 1,5%</li>



<li><strong>Produtos químicos:</strong> 0,7%</li>



<li><strong>Farmoquímicos e farmacêuticos:</strong> 3,5%</li>



<li><strong>Fumo:</strong> 7,3%</li>
</ul>



<p>O estudo também aponta a consolidação do comércio eletrônico e mudanças nos hábitos de consumo como fatores que podem alterar a demanda por diferentes categorias de produtos e, consequentemente, por soluções de embalagem.</p>



<p>Entre essas mudanças está a disseminação dos medicamentos à base de GLP-1, as chamadas “canetas emagrecedoras”. Segundo os estudos analisados no Estudo Macroeconômico da Embalagem, o fenômeno pode reduzir o consumo de determinados alimentos processados e fast-food, ao mesmo tempo em que favorece categorias como produtos saudáveis, cosméticos e farmacêuticos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“O comportamento do consumidor está mais fragmentado e sensível à renda, ao crédito, aos preços e às novas tendências de saúde e bem-estar. Para a cadeia de embalagens, isso exige mais capacidade de adaptação, leitura de mercado e desenvolvimento de soluções alinhadas às mudanças nas categorias de consumo”</em>, afirma <strong>Tiago Heleno Forte</strong>, presidente do Conselho de Administração da ABRE.</p>
</blockquote>



<h2 class="wp-block-heading">Embalagens entram no segundo semestre com recuperação, mas perspectivas ainda são desafiadoras</h2>



<p>A combinação dos indicadores mostra um setor que iniciou 2026 em trajetória de recuperação, mas que ainda está longe de uma retomada robusta.</p>



<p>Depois da queda registrada no quarto trimestre de 2025, a produção de embalagens voltou a crescer acima da indústria de transformação. O <strong>avanço de 2,4% no segundo trimestre</strong> representa uma reação importante, mas a <strong>projeção de apenas 0,2% para o ano</strong> evidencia que a desaceleração da economia, a pressão dos custos e a heterogeneidade entre os segmentos devem limitar o desempenho da cadeia.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Setor de embalagens mantém geração de empregos</h2>



<p>O mercado de trabalho permanece como um dos principais pontos positivos para a cadeia de embalagens.</p>



<p>Em junho de 2026, o setor contabilizou <strong>286.534 trabalhadores formais</strong>, equivalentes a <strong>3,47% do total da indústria de transformação</strong>. O emprego no setor <strong>cresceu 3,2% no ano</strong>, ritmo superior ao avanço de 0,5% registrado pela indústria de transformação.</p>



<p>O desempenho, contudo, ocorre em um mercado de trabalho que começa a apresentar sinais de estabilização. De acordo com o FGV IBRE, a taxa de desemprego está próxima do mínimo histórico, mas a desaceleração da atividade econômica tende a reduzir o ritmo de geração de vagas nos próximos trimestres.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Exportações avançam 11,8% até julho</h2>



<p>O comércio exterior também apresenta desempenho positivo. As exportações brasileiras de embalagens somaram <strong>US$ 363,9 milhões</strong> de janeiro a julho de 2026, <strong>alta de 11,8%</strong> em relação ao mesmo período de 2025:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Plástico:</strong> representou 35,8% do total exportado</li>



<li><strong>Metal:</strong> 34,4%</li>



<li><strong>Papel e papelão:</strong> 22,8%</li>



<li><strong>Vidro:</strong> 4,6%</li>



<li><strong>Madeira:</strong> 2,3%</li>
</ul>



<p>No mesmo período, as importações totalizaram <strong>US$ 363,3 milhões</strong>, crescimento de <strong>2,2%</strong> na comparação anual:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Plástico:</strong> respondeu por 30,4% das importações</li>



<li><strong>Metal:</strong> 33,2%</li>



<li><strong>Vidro:</strong> 22,2%</li>



<li><strong>Papel e papelão ondulado:</strong> 13,9%</li>



<li><strong>Madeira:</strong> 0,2%</li>
</ul>



<p>A proximidade entre os valores de exportação e importação evidencia a integração da cadeia brasileira de embalagens ao comércio internacional e sua relevância tanto para o abastecimento quanto para a competitividade da indústria.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sobre o Estudo ABRE Macroeconômico</h2>



<p>O <strong>Estudo ABRE Macroeconômico da Embalagem e Cadeia de Consumo no Brasil</strong> foi desenvolvido para oferecer uma visão abrangente do desempenho e das perspectivas do setor de embalagens.</p>



<p>O levantamento acompanha indicadores de produção física, valor e volume da produção, empregos formais, importações e exportações, desempenho de categorias relacionadas ao consumo e evolução dos principais segmentos da cadeia de embalagens, entre outros indicadores macroeconômicos.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>“A ABRE, em parceria com o IBRE FGV, traz há quase 30 anos para os associados e setor, o Estudo ABRE Macroeconômico da Embalagem, que oferece panorama integrado dos fatores que influenciam a produção, o consumo, os custos e a competitividade da cadeia de embalagens. Em um ambiente de incerteza, informação qualificada é essencial para apoiar decisões empresariais e fortalecer o diálogo com toda a cadeia produtiva”</em>, afirma Luciana.</p>
</blockquote>
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		<title>A morte por mil cortes das tiragens curtas: quando a aprovação via WhatsApp devora o lucro</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/a-morte-por-mil-cortes-das-tiragens-curtas-quando-a-aprovacao-via-whatsapp-devora-o-lucro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 15:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O mercado de impressão sob demanda (Print on Demand) cresce a passos largos no Brasil, impulsionado pela necessidade de personalização e pela redução drástica de estoques. No entanto, muitas gráficas estão tentando surfar essa onda utilizando processos de vendas e aprovação totalmente manuais e engessados. Você já parou para calcular o verdadeiro custo de uma [&#8230;]</p>
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<p>O mercado de impressão sob demanda (<em>Print on Demand</em>) cresce a passos largos no Brasil, impulsionado pela necessidade de personalização e pela redução drástica de estoques. No entanto, muitas gráficas estão tentando surfar essa onda utilizando processos de vendas e aprovação totalmente manuais e engessados. Você já parou para calcular o verdadeiro custo de uma tiragem curta na sua gráfica hoje? Não estamos falando de papel, tinta ou depreciação da máquina. Estamos falando do ativo mais caro e irrecuperável: o tempo da sua equipe.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O ralo invisível do atendimento via WhatsApp</h2>



<p>É o que chamamos de &#8220;morte por mil cortes&#8221;. O cliente entra em contato pelo WhatsApp pedindo 50 canecas personalizadas, 100 cartilhas ou cartões de visita. A partir desse momento, o seu atendente entra em um ciclo vicioso:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Recebe o arquivo (quase sempre fora do padrão).</li>



<li>Verifica se está em alta resolução ou no formato correto (PDF/X-1a).</li>



<li>Envia de volta pedindo ajustes básicos de sangria e cor.</li>



<li>Faz um orçamento manual em planilha ou sistema legado.</li>



<li>Envia a chave PIX ou link de pagamento.</li>



<li>Aguarda e confirma o recebimento junto ao financeiro.</li>



<li>Finalmente, envia o arquivo fechado para a pré-impressão.</li>
</ul>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Esse ciclo de vai-e-vem pode levar horas para ser concluído. Em um cenário de impressão sob demanda, onde a margem de lucro por pedido é muito menor e o volume precisa obrigatoriamente ser alto, esse tempo de atendimento devora qualquer chance de rentabilidade.</p>
</blockquote>



<p>A gráfica, na prática, não está ganhando dinheiro com a impressão; está pagando para o seu funcionário atuar como um mero &#8220;encaminhador de PDF&#8221;.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Web-to-print: a automação como linha de corte do mercado</h2>



<p>A solução definitiva para esse gargalo não passa por contratar mais atendentes, mas sim por eliminar a necessidade de intervenção humana em tarefas repetitivas e padronizadas. É neste cenário de sobrevivência operacional que entra a implementação robusta de sistemas <em>Web-to-Print</em> (W2P).</p>



<p>Um sistema W2P de alta performance transfere o trabalho braçal e de triagem inicial para o cliente final. O fluxo torna-se automatizado:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Upload e Validação:</strong> O cliente entra no e-commerce gráfico, faz o upload do arquivo e o próprio sistema (através de <em>preflight</em> automatizado) valida a qualidade da imagem, sangria e padrão de cores.</li>



<li><strong>Orçamento em Tempo Real:</strong> A precificação é gerada instantaneamente, baseada em algoritmos predefinidos pela gestão.</li>



<li><strong>Processamento Integrado:</strong> O pagamento é realizado e concilado de forma automática.</li>



<li><strong>Integração com RIP:</strong> O arquivo fechado é enviado diretamente para a fila de impressão (RIP), sem qualquer &#8220;bom dia&#8221; via WhatsApp.</li>
</ol>



<h3 class="wp-block-heading">Adaptar ou estagnar</h3>



<p>No Brasil, a transição do balcão e das redes sociais para o e-commerce gráfico ainda sofre resistência. Muitos gestores têm o falso temor de &#8220;perder a proximidade&#8221; com o cliente. A verdade, nua, crua e provocativa, é que o seu cliente comercial não quer conversar com você para imprimir um banner simples ou uma remessa de brindes; ele busca conveniência, velocidade e previsibilidade.</p>



<p>Se a sua gráfica quer realmente dominar as tiragens curtas e maximizar as margens do <em>Print on Demand</em>, está na hora de tratar o WhatsApp apenas como canal de suporte emergencial e investir em tecnologia de automação para a entrada de pedidos. O lucro da nova década está na eficiência dos processos.</p>
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		<title>Metalgrafia e a revolução da impressão digital direta em latas</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/metalgrafia-e-a-revolucao-da-impressao-digital-direta-em-latas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:48:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Metalgrafia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A metalgrafia vive um momento histórico de transformação impulsionado pela impressão digital direta em latas. Em suma, essa tecnologia muda completamente o modo como as marcas embalam os seus produtos, porque elimina etapas produtivas que exigem muito tempo de acerto. Além disso, a capacidade de imprimir a arte diretamente no metal traz uma agilidade comercial [&#8230;]</p>
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<p>A <strong>metalgrafia</strong> vive um momento histórico de transformação impulsionado pela impressão digital direta em latas. Em suma, essa tecnologia muda completamente o modo como as marcas embalam os seus produtos, porque elimina etapas produtivas que exigem muito tempo de acerto. Além disso, a capacidade de imprimir a arte diretamente no metal traz uma agilidade comercial ímpar para o setor de embalagens.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O avanço da metalgrafia na era digital</h2>



<p>Anteriormente, o processo industrial dependia de fluxos analógicos e configurações demoradas. Contudo, a nova técnica aplica a tinta diretamente no corpo da lata de forma digital, de modo que a eficiência produtiva atinge patamares inéditos. Por conseguinte, empresas líderes como a Ball Corporation e a Brasilata Labs já investem pesadamente nessa inovação para acelerar suas entregas. O Dugraf Group, por exemplo, destaca equipamentos modernos que facilitam essa transição tecnológica, enquanto feiras globais do setor, como a METPACK, apresentam as máquinas de última geração ao público.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Ganhos reais de eficiência e automação</h2>



<p>Sobretudo, a principal vantagem deste modelo consiste na drástica redução do tempo de setup. Em vez de preparar dezenas de matrizes para uma arte complexa, o operador envia o arquivo digital de imediato para a impressora. Dessa forma, tiragens curtas se tornam viáveis e altamente lucrativas para as gráficas. Adicionalmente, a automação contínua do processo assegura cores precisas e reduz o desperdício de substratos na linha de produção. Portanto, a indústria gráfica precisa acompanhar essa tendência de perto, caso queira manter a competitividade e entregar velocidade aos clientes.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Fontes</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://www.metpack.de/">METPACK</a></li>



<li><a href="https://dugraf.com.br/">Dugraf Group</a></li>



<li><a href="https://www.ball.com/">Ball Corporation</a></li>



<li><a href="https://brasilata.com.br/">Brasilata Labs</a></li>
</ul>



<p></p>
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		<title>Como as canetinhas reconfiguram a indústria gráfica brasileira e mundial</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/como-as-canetinhas-reconfiguram-a-industria-grafica-brasileira-e-mundial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:37:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Mundialmente o apetite encolheu. As pessoas estão consumindo menos, motivadas, principalmente, pelas famigeradas canetas emagrecedoras que ganharam espaço no cotidiano de centenas de milhares de cidadãos e cidadãs. Há o lado bom, dizem os especialistas que indicam tal medicamento. Entre enjoos e absoluta rejeição à alimentação, os usuários realmente diminuem medidas rapidamente. Quilos e mais [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mundialmente o apetite encolheu. As pessoas estão consumindo menos, motivadas, principalmente, pelas famigeradas canetas emagrecedoras que ganharam espaço no cotidiano de centenas de milhares de cidadãos e cidadãs.</p>



<p>Há o lado bom, dizem os especialistas que indicam tal medicamento. Entre enjoos e absoluta rejeição à alimentação, os usuários realmente diminuem medidas rapidamente. Quilos e mais quilos somem, deixando um rastro de felicidade no ar. É um processo saudável? Não sabemos, isso é tema para a classe médica responder. Ou somente o tempo trará a resposta.</p>



<p>Nosso foco aqui é entender o reflexo das canetinhas no ramo gráfico. Sim, a nossa indústria sente na pele os efeitos da medicação, mesmo sem tomar as agulhadas. Dados mostram que os usuários desses medicamentos passaram a consumir, em média, cerca de 21% menos calorias &#8211; fator que reconfigura a cadeia produtiva.</p>



<p>Entram em cena análises sobre o comportamento de compra dos consumidores. Recentemente, pesquisadores da Cornell Universit cruzaram registros de transações de 150 mil domicílios americanos, que usam tais medicamentos, e constataram que as famílias reduziram os gastos com supermercado em média 5,3% nos primeiros seis meses após começar o tratamento. Esse número chega a 8% entre os domicílios de renda mais alta.</p>



<p>Já a consultoria KPMG chegou a um número ainda mais amplo: nos Estados Unidos, cerca de 31% dos usuários de GLP-1 relatam gastar menos com supermercado todo mês. O volume de compra de batatas fritas, biscoitos, refrigerantes, sorvetes, doces e chocolates caiu de forma expressiva. Como resposta, a PepsiCo baixou os preços de Cheetos, Lay’s e Doritos; a General Mills reduziu drasticamente os custos de cerca de dois terços de seus produtos vendidos em supermercados na América do Norte ao longo de 2025.</p>



<p>Sinal dos tempos, é claro. Quem não arrisca, não petisca.</p>



<p>Mesmo assim, a injeção é acelerada. O J.P. Morgan estima que os usuários de GLP-1 nos Estados Unidos passem de cerca de 10 milhões em 2025 para 25 milhões em 2030. O banco também projeta que o setor de alimentos e bebidas perca entre US$ 30 bilhões e US$ 55 bilhões em receita anual até 2034 por conta da mudança de hábito de consumo ligada a esses medicamentos.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Diminui para alguns, aumenta para outros</h2>



<p>Enquanto alguns mercados tentam se reinventar, outros comemoram o aumento nas vendas. Em maio de 2025, a Lifeway Foods, importante fornecedora americana de kefir, anunciou um aumento recorde de 37% nas vendas em relação ao ano anterior.</p>



<p>Durante uma teleconferência sobre resultados em outubro de 2025, o vice-presidente executivo da Danone, Juergen Esser, celebrou o crescimento da linha de iogurtes ricos em proteína. Até porque as únicas categorias em que as famílias com usuários de GLP-1 gastaram mais foram iogurte, frutas frescas, barras nutricionais e petiscos de carne.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O reflexo das canetinhas no Brasil</h2>



<p>Essa tendência, que se tornou realidade, já desembarcou no mercado brasileiro. Dados de pesquisa do Instituto Locomotiva mostram que 33% dos lares têm ao menos um morador que utiliza ou já utilizou. Ao mesmo tempo em que se espalha, o uso das canetas provoca mudanças concretas no consumo: 95% dos domicílios com usuários reduziram a ingestão de pelo menos uma categoria de alimentos ou bebidas. A queda é mais intensa em itens associados ao consumo por impulso ou conveniência, como doces e snacks (70%), bebidas açucaradas (50%), massas e carboidratos (47%) e bebidas alcoólicas (45%). A pesquisa foi realizada pelo Instituto Locomotiva entre 3 e 9 de fevereiro de 2026, com 1.004 entrevistados em todo o país, por meio de questionário digital de autopreenchimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A indústria farmacêutica agradece</h2>



<p><a></a> Enquanto a embalagem de alimentos perde tração, um novo polo de demanda por papel, papelão e impressão especializada nasce do outro lado da cadeia: a própria caneta emagrecedora precisa ser embalada, rotulada e identificada. Cartuchos dobráveis, bulas, rótulos de rastreabilidade (exigidos por normas como a FMD europeia e a DSCSA americana) e embalagens terciárias para transporte refrigerado formam um mercado em rápida expansão.</p>



<p>O mercado de papel e papelão para embalagem farmacêutica, avaliado em US$ 25 bilhões em 2024, deve alcançar US$ 33,6 bilhões até 2035, segundo a Market Research Future. Já o mercado de embalagem farmacêutica como um todo (incluindo vidro, plástico e componentes de aplicação) é bem mais dinâmico: estimado em US$ 172,6 bilhões em 2025, deve saltar para US$ 405 bilhões em 2031 e US$ 744,6 bilhões em 2035, segundo a Global Market Insights.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Insights finais sobre a reconfiguração de consumo</h2>



<p>O efeito sobre a demanda de embalagens cria uma obrigatória reconfiguração estrutural produtiva e de mercado. Nada que assuste a fortaleza que é a indústria gráfica brasileira. Até porque, movimentos como menos volume, formatos em porções menores e tiragens segmentadas já estão em pauta nesse setor há décadas.</p>



<p>No entanto, há claramente uma transição de mix. A questão estratégica para a indústria gráfica não é simplesmente perguntar “quanto de embalagem vamos perder? ”. A pergunta mais relevante é: “que tipos de embalagem e produtos impressos ganharão importância à medida que o consumidor mudar?</p>



<p>Talvez o risco não está apenas em imprimir menos. O risco maior é continuar estruturado para imprimir grandes volumes de produtos cuja demanda estrutural pode perder força.</p>



<p>Perceba que a mesma transformação que reduz embalagens de alimentos atualmente pode aumentar a demanda por embalagens farmacêuticas, cartuchos, rótulos, etiquetas, materiais regulatórios, materiais promocionais, kits de tratamento, comunicação para farmácias e produtos impressos ligados à saúde e bem-estar. A cadeia farmacêutica cria novos SKUs, novos fabricantes, novas apresentações e novas necessidades regulatórias. E a semaglutida e outras fórmulas podem transformar a gráfica em fornecedora da indústria da saúde</p>



<p>Para cada novo produto existe uma cadeia de comunicação impressa: embalagem secundária, rótulo, identificação de lote, informações regulatórias, materiais para distribuição, displays, materiais para ponto de venda, kits, instruções e diferentes apresentações.</p>



<p>Isso abre espaço para uma nova família de impressos: rótulos de suplementos proteicos; embalagens de alimentos funcionais; caixas de vitaminas; embalagens de dermocosméticos; materiais para academias; embalagens de refeições prontas; etiquetas nutricionais; materiais de orientação ao paciente; displays para farmácias; comunicação de ponto de venda; kits de saúde e bem-estar; materiais personalizados para clínicas e programas de acompanhamento.</p>



<p>E por falar em alimentação, surge a possibilidade de imprimir mais embalagens para porções individuais, produtos premium, alimentos ricos em proteína, produtos funcionais. Enfim, mais variedade de SKUs, mais trocas de arte e personalização e novos trabalhos de curta tiragem.</p>



<p>A reinvenção exige uma mudança de posicionamento. A impressão não será necessariamente de maior volume, será de maior valor por trabalho. Comer menos não significa consumir menos embalagem. Significa consumir embalagens diferentes. A compra é motivada pelo propósito.</p>
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		<title>Economia circular: Como a logística Reversa e os sistemas retornáveis transformam o setor</title>
		<link>https://agentecontafio.com.br/economia-circular-como-a-logistica-reversa-e-os-sistemas-retornaveis-transformam-o-setor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 20:20:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[a gente conta fio]]></category>
		<category><![CDATA[indústria gráfica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O conceito ultrapassado de &#8220;produzir, usar e descartar&#8221; está definitivamente com os dias contados. Para a indústria em 2026, as ações sustentáveis deixaram de ser um mero diferencial de marketing para se tornarem exigências primárias de mercado. No centro dessa transformação, a logística reversa na economia circular assume o protagonismo na reestruturação das cadeias de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O conceito ultrapassado de &#8220;produzir, usar e descartar&#8221; está definitivamente com os dias contados. Para a indústria em 2026, as ações sustentáveis deixaram de ser um mero diferencial de marketing para se tornarem exigências primárias de mercado. No centro dessa transformação, a logística reversa na economia circular assume o protagonismo na reestruturação das cadeias de suprimentos globais.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O valor dos sistemas reutilizáveis e da logística reversa na economia circular</h2>



<p>As grandes indústrias recusam gastar capital constantemente na reposição de embalagens secundárias e terciárias descartáveis. Por isso, as empresas investem intensamente em pallets, caixas plásticas de alta densidade e contêineres que executam múltiplos ciclos de vida. Consequentemente, essa transição inovadora reduz drasticamente o desperdício global e a pegada de carbono da operação. Da mesma forma, essa postura facilita a emissão de certificados ESG extremamente valiosos para o negócio.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Impactos na impressão gráfica e na rastreabilidade inteligente</h2>



<p>Essa durabilidade estrutural exige uma contrapartida direta da indústria gráfica. Afinal, as embalagens que circulam repetidamente pelos sistemas retornáveis precisam de métodos de impressão, tintas e rótulos robustos. Acima de tudo, esses materiais resistem fortemente ao atrito diário, à lavagem química e às intempéries do clima. Portanto, o design da embalagem foca exclusivamente na longevidade técnica da marca.</p>



<p>Além disso, a gestão sustentável depende fundamentalmente de um alto nível de rastreabilidade inteligente. O uso de QR Codes, RFID e códigos de barras gravados a laser com alto contraste entregam informações vitais sobre o ciclo do produto. Por exemplo, as empresas acompanham exatamente a vida útil e a localização geográfica de cada item retornável. Em resumo, adaptar o parque produtivo a essa demanda de rastreamento de longo prazo representa um passo inegociável para a moderna gestão de produção.</p>



<blockquote class="wp-block-quote has-small-font-size is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Fonte: Relatório de tendências globais &#8220;Packaging in 2026: Formats, Materials, and Scale&#8221; conduzido pela consultoria Mordor Intelligence.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p></p>
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