Empresa de SC Avança na Economia Circular com PCR para Embalagens Flexíveis

A Chromoplast Embalagens Plásticas, grande indústria catarinense localizada em Içara (SC), levou um debate essencial ao Congresso Fispal Tec. A empresa escolheu o tema da Resina Reciclada Pós-Consumo, amplamente conhecida como PCR, para debater no evento, realizado durante a Fispal Tecnologia entre os dias 16 e 19 de junho em São Paulo. O foco principal da apresentação buscou explorar caminhos para ampliar a economia circular na indústria brasileira.

Durante a palestra, os participantes conseguiram debater as soluções práticas para inserir as boas práticas ambientais na realidade corporativa atual. Neste cenário técnico, o congresso abordou os conceitos, as aplicações e os cuidados necessários para incorporar o PCR aos processos industriais em larga escala. Dessa forma, o material reciclado pode retornar à cadeia produtiva com extrema segurança. Assim, a indústria reduz a sua enorme dependência de matéria-prima virgem, desde que utilize controle, desenvolvimento focado e avaliação criteriosa de cada aplicação.

O Desafio da Variabilidade na Resina Reciclada Pós-Consumo

Na sua formação técnica fundamental, o PCR contém inúmeros produtos plásticos descartados ativamente pelo consumidor. Logo, os insumos chegam às centrais de triagem por meio da coleta seletiva e da forte logística reversa da cadeia produtiva. Na usina recicladora, o material passa por diversas etapas importantes, incluindo triagem, lavagem, moagem eficiente e o fundamental reprocessamento. Por fim, as indústrias transformam o resíduo em uma nova matéria-prima, permitindo a mistura com a resina virgem comercial. Depois desse processo inicial complexo, o mercado utiliza o PCR ativamente na fabricação de novas bobinas técnicas, filmes plásticos e das famosas embalagens flexíveis.

Para o coordenador de Pesquisa e Desenvolvimento da Chromoplast e palestrante da FISPAL Tecnologia, Moisés Silveira, o principal desafio atual das indústrias está na variabilidade intrínseca da matéria-prima. Durante a sua fala incisiva, o profissional mostrou como as empresas podem avançar com as suas metas de sustentabilidade ambiental sem comprometer a performance produtiva. Ele destacou: “Aplicar o PCR nas operações industriais representa uma oportunidade sustentável e está entre os caminhos associados à economia circular. Com essa aplicação inteligente, o plástico retorna rapidamente à cadeia produtiva e aumenta de fato a circularidade benéfica dos materiais”.

Silveira também explicou aos inúmeros participantes que o ato de incorporar o PCR não se resume à simples substituição linear de uma resina virgem por uma totalmente reciclada. Segundo ele, existem impactos importantes no processo, além de alterações de qualidade, de desempenho logístico e da estabilidade final da embalagem. Portanto, os gestores precisam compreender profundamente e gerenciar tais impactos de forma adequada nas indústrias de embalagens flexíveis.

Sustentabilidade Exige Controle e Qualificação

Por outro lado, o próprio mercado pressiona os fabricantes de embalagens flexíveis continuamente. O coordenador argumentou: “Atualmente, existe uma pressão crescente de consumidores modernos, grandes marcas famosas e legislação específica para que as empresas aumentem rapidamente o uso de materiais reciclados em suas embalagens exclusivas. No entanto, o ato de aplicar o PCR exige muito desenvolvimento técnico, controle apurado de processo industrial, qualificação minuciosa de fornecedores e uma avaliação rigorosa e criteriosa de cada nova aplicação”.

Com efeito, a visão técnica demonstra que o modelo de produção responsável dependerá da integração entre as operações cotidianas e a constante melhoria no controle dos insumos aplicados no setor. Dessa maneira, a economia circular ganha consistência técnica para o futuro.